Está sacramentado: 2018 é o melhor ano da história do futebol cearense.

Dois títulos nacionais – Ferroviário na Série D e Fortaleza na Série B, com respectivos acessos para as Séries C e A em 2019; permanência do Ceará na Série A do Campeonato Brasileiro; a campanha histórica do Ferroviário na Copa do Brasil; Ceará e Fortaleza entre os maiores públicos do Campeonato Brasileiro de todas as divisões; três dos cinco principais artilheiros do Brasil; crescimento dos programas de sócios torcedores e recorde de orçamento para Ceará e Fortaleza, que também estarão juntos pela primeira vez na Série A de pontos corridos.

Não fica dúvida alguma que 2018 está na história como o ano mais positivo de todos os tempos do futebol cearense e com potencial de ficar ainda mais robusto caso o Ceará conquiste vaga na Copa Sul-Americana na partida derradeira contra o Vasco, no próximo domingo, no Castelão. Para tanto, basta uma vitória, mas até com empate o Alvinegro pode garantir presença na competição internacional, dependendo de não vitórias de Fluminense e Chapecoense na rodada.

Os bons resultados nesta temporada estão dentro e fora de campo. Campeão da Série B, primeiro título de um clube do Nordeste no regulamento de pontos corridos e jamais tendo saído do G-4 durante toda a campanha, o Fortaleza levou 545.340 torcedores pagantes em 19 jogos, melhor média da Segundona. Seu programa de sócio hoje registra 27.595 membros ativos. Para 2019, o clube terá o maior orçamento de sua história: no mínimo R$ 56 milhões; e agora aguarda a permanência ou não do técnico Rogério Ceni.

Com mais de 20 mil sócios ativos, o Ceará conseguiu a manutenção na Série A para 2019 muito em função da reação após a chegada do técnico Lisca. O time tem 50% de aproveitamento no segundo turno da primeira divisão (27 pontos em 54 disputados) – a melhor campanha em um turno em todas as participações do Alvinegro. Em 18 partidas como mandante, levou 476.273 pagantes, sexta melhor média da Série A. Em relação ao orçamento para 2019, também terá a maior receita de todos os tempos, atingindo os R$ 60 milhões.

Já o Ferroviário levará para sempre a campanha histórica na Copa do Brasil. O time conseguiu superar Confiança, Sport e Vila Nova e ao atingir a quarta fase do torneio – foi eliminado pelo Atlético-MG – arrecadou R$ 4,3 milhões, usando parte dos valores para quitar todas as dívidas trabalhistas e investir no elenco que ganharia, sob o comando de Marcelo Vilar, o título da Série D do Campeonato Brasileiro na final diante do Treze a garantia de um calendário completo para 2019.

Os artilheiros também foram destaques no futebol cearense. Atuando pelo Fortaleza, Gustavo termina o ano como o jogador com mais tentos no país, atingindo a marca de 30 gols; Edson Carius, que subiu com o Ferrão, terminou a temporada com 25 gols, atrás de Gabriel, do Santos, com 27; Arthur, pelo Ceará, balançou as redes 24 vezes e ainda pode fazer mais porque enfrentará o Vasco no próximo domingo.

Olhando para a próxima temporada e apesar de terem evoluído significativamente em diversos aspectos – estrutura física, médica, fisiológica, marketing, obtenção de receitas, programas de sócios – Ceará e Fortaleza precisam trabalhar continuamente para se tornarem relevantes nacionalmente em questões econômicas, estruturais e revelação constante de talentos. Não é fácil e há potencial para tanto, mas a manutenção perene de ambos na primeira divisão é fundamental. Já no caso do Ferrão, conseguir o acesso para a Série B teria um potencial jamais visto no clube.

É uma oportunidade inédita que se apresenta e, apesar da rivalidade – que vai seguir e assim precisa para que o futebol continue existindo na sua essência – surge um projeto conjunto que precisa ser aproveitado da melhor forma possível, tudo em função de um 2018 histórico para o futebol cearense.

(jornal o povo)

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